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4. A primeira busca e apreensão: o que realmente aconteceu

  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Às vezes, um país enfrenta seus próprios fantasmas.

E, às vezes, esses fantasmas aparecem na porta da sua casa.





Neste blog, quero relatar, com respeito, mas com total clareza, o que aconteceu na primeira busca e apreensão que sofri.


Não para me vitimizar, mas para deixar um registro real, humano e documentado de fatos que, anos depois, continuam sem uma explicação lógica dentro do marco legal paraguaio.


Aquele dia amanheceu como qualquer outro… até que homens armados entraram na minha casa, nos meus espaços pessoais, na intimidade da minha família.


Entraram com armas visíveis em quartos onde havia menores de idade, um fato que, da minha perspectiva, contradiz protocolos básicos de atuação e proteção a crianças reconhecidos tanto pela lei paraguaia quanto por tratados internacionais.


A ordem judicial era simples: busca e apreensão de equipamentos.

Mas a forma como foi executada, da minha perspectiva, jamais foi simples, proporcional ou compatível com as garantias básicas do devido processo.

Não para me vitimizar, mas para deixar um registro real, humano e documentado de fatos que, anos depois, continuam sem uma explicação lógica dentro do marco legal paraguaio.


Aquele dia amanheceu como qualquer outro… até que homens armados entraram na minha casa, nos meus espaços pessoais, na intimidade da minha família. Entraram com armas visíveis em quartos onde havia menores de idade, um fato que, da minha perspectiva, contradiz protocolos básicos de atuação e proteção a crianças reconhecidos tanto pela lei paraguaia quanto por tratados internacionais.


A ordem judicial era simples: busca e apreensão de equipamentos.

Mas a forma como foi executada, da minha perspectiva, jamais foi simples, proporcional ou compatível com as garantias básicas do devido processo.


Durante todo o procedimento, ouvi repetidamente a ameaça:

“Podemos te levar preso agora mesmo.”


A cada minuto.

A cada gesto.

Sem que me fosse apresentado um fundamento claro, sem uma única prova técnica prévia, sem uma acusação concreta.

Apenas uma denúncia apresentada por um terceiro, sem verificação, sem consulta, sem análise técnica, sem um único requerimento formal à minha empresa para solicitar documentos ou comprovar licenças, licenças que sim existiam.


O que buscavam naquele dia, segundo eles, era evidência de um suposto crime.

O que encontraram foi exatamente o contrário: tudo estava em ordem, tudo estava organizado, cada servidor, cada documento e cada autorização técnica estavam disponíveis e em condições de serem verificados.


Tanto que, mesmo com toda a pressão, não puderam me prender, nem justificar no local nenhum dos motivos que haviam alegado na denúncia.


E mesmo assim, clausuraram o data center.

Não levaram os equipamentos naquele dia.

Não conseguiram desmantelar a operação como aparentemente pretendiam.

Mas tomaram uma decisão que, na prática, paralisou o nosso trabalho.


Clausuraram o data center.


Fizeram isso mesmo depois de encontrar documentação, contratos, licenças, registros técnicos, homologações perante a CONATEL e todos os elementos que demonstravam que nossa operação não era clandestina nem improvisada.


A ordem parecia estar orientada a desmontar completamente o data center e levar os equipamentos.


Mas as provas documentais eram tantas, e a estrutura legal e técnica estava tão claramente apresentada, que não puderam avançar dessa forma sem que o procedimento se tornasse ainda mais escandaloso.


Então fizeram o que puderam fazer:

fecharam o local.


E com essa clausura nos impediram de entrar, operar, realizar manutenção, reiniciar serviços, corrigir falhas técnicas, atender canais, revisar servidores ou solucionar qualquer problema operacional.


Um data center não é uma sala comum.


Um data center precisa de acesso técnico, monitoramento, manutenção e capacidade de resposta.


Se o acesso é bloqueado, a operação é bloqueada.


Naquele dia, não encontraram uma única prova concreta do suposto ilícito que motivou a busca.


  • Encontraram documentos.

  • Encontraram contratos.

  • Encontraram licenças.

  • Encontraram registros.

  • Encontraram homologações.

  • Encontraram uma operação técnica real.

  • E mesmo assim, clausuraram.


Nunca, nem promotor, nem polícia, nem juiz, me consultaram antes da busca e apreensão:

“A sua empresa tem licenças?”

“Você pode apresentá-las?”

“Você pode justificar a origem desta tecnologia?”

Nada.


Apenas executaram a medida, clausuraram o local e foram embora.


E tudo isso baseado em uma denúncia isolada, apresentada por um escritório jurídico vinculado a interesses comerciais do mercado audiovisual, mas sem uma única comprovação prévia contra minha empresa, meus contratos internacionais ou minha pessoa.


Aquela busca e apreensão marcou um antes e um depois.

Não apenas pela violência desnecessária,

nem pelo dano econômico,

nem pela exposição pública,

mas porque inaugurou um processo em que a legalidade ficou em segundo plano, e onde o devido processo começou a ser rompido ponto por ponto.


Este vlog não busca dramatizar.

Busca deixar claro que a origem de todo este conflito já nasceu com irregularidades profundas:

  • procedimento desproporcional,

  • ameaça constante de prisão sem causa,

  • ingresso armado em espaços onde havia menores,

  • clausura do data center sem perícia técnica prévia,

  • execução baseada em suposições e não em fatos.


Hoje, anos depois, sigo aqui.

Com serenidade, com respeito, com documentos em mãos.

E continuo contando minha história, não para brigar, mas para que a verdade fique registrada.


Porque toda pessoa tem direito de defender sua honra.

E este espaço é parte dessa defesa.

 
 
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